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A redução da pobreza pelo caminho da ciência

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A redução da pobreza pelo caminho da ciência



A franco-americana Esther Duflo dedicou a vida como pesquisadora a uma área que não costuma estar entre as mais escolhidas entre os acadêmicos de Economia. Em vez de falar de temas como as influências no mercado de capitais ou teorias econômicas, ela voltou seu pensamento aos caminhos para a redução da pobreza.
Essa linha de estudos deu a Esther Duflo, então com 46 anos, o posto de mais jovem pessoa a receber o Nobel de Economia – além de ter sido a segunda mulher na história do prêmio nessa categoria. A pesquisadora, ao lado de Michael Kremer e de Abhijit Banerjee, foi agraciada em 2019 por sua abordagem científica contra a pobreza.
Esther construiu uma trajetória particular ao transformar o campo da economia do desenvolvimento em uma busca detalhista de respostas práticas a pequenas questões. Por exemplo: qual é a melhor maneira de fazer com que pais imunizem os filhos?
Nascida em Paris, em 1972, a pesquisadora cresceu em uma família protestante. A mãe pediatra sempre foi muito envolvida em obras humanitárias. Já o pai, era professor de Matemática. Graduada em uma prestigiada universidade na França, Esther fez seu doutorado no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA.
Desde 2003, ela é cofundadora e diretora do Laboratório de Ação contra a Pobreza Abdul Latif Jameel (J-PAL), ligado ao próprio MIT. O trabalho é feito em parceria com o marido, o indiano naturalizado americano Abhijit Banerjee, outro dos vencedores do Nobel de 2019.
O Nobel é o ponto alto de uma trajetória de muitos prêmios de Esther, como o que ela recebeu em 2010. Naquele ano, ela foi condecorada com a medalha John Bates Clark, que reconhece economistas nos EUA com menos de 40 anos.
Um ano depois, sua obra “Repenser la pauvreté” (“Repensar a pobreza”), escrita com o marido, recebeu o prêmio Financial Times/Goldman Sachs como o Livro Econômico do Ano.
Em 2013, Esther chegou à Casa Branca para integrar a equipe que assessorava o então presidente Barack Obama para temas relacionados ao desenvolvimento.
Mas a presença cada vez mais relevante na elite do pensamento econômico não fez perder sua abordagem direta. “Nossa visão da pobreza está dominada por caricaturas e clichês. Se quisermos entender os problemas associados à pobreza, devemos ir além das caricaturas e entender por que o fato de ser pobre muda algumas coisas no comportamento e outras não”, sentenciou ela em entrevista concedida à agência de notícias AFP, em 2017.
No desarranjo econômico global provocado pela Covid-19, a economista defendeu a complementação de renda que governos mundo afora deram aos seus cidadãos para o enfrentamento da crise sanitária.
“Uma depressão é uma recessão mais severa, que foi crescendo como uma bola de neve. Para evitá-la, é essencial apoiar a renda das pessoas e, mais importante inclusive, fazê-las ver que terão renda para seguir em frente”, disse Esther em maio deste ano ao jornal “El País”, reforçando que a sua luta contra a pobreza se faz ainda mais necessária depois de 2020.
ENTREVISTA: Esther Duflo pede generosidade com os mais pobres para recuperar economia


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